Criação de curió Poligâmica é quando se trata de um curió macho com várias fêmeas, onde cada fêmea ocupará sua própria gaiola criadeira e o macho a dele, e os reprodutores serão unidos apenas no momento em que o macho estiver fogoso ‘rasgando” e cantando, e a fêmea pedindo gala, e quando o macho galar uma das reprodutoras retorna para sua gaiola com finalidade em conquistar e procriar com outras fêmeas.
O macho para conquistar as fêmeas, deve ficar próximo, até mesmo de lado as reprodutoras, apenas não as visando diretamente, cantando e rasgando o dia todo a elas. A operação de galar normalmente é feita durante 2/3 dias, pra que todos os ovos sejam fertilizados. Tendo cada gaiola seu um tamanho essencial, para acomodação da espécie que ali residir nela, sendo estas gaiolas acomodadas em prateleiras ou pregos, havendo um relaxamento ao reprodutor e distante de animais que possam vir atrapalhar ou assustar os reprodutores (lagartixa) em sua época, porém jamais em locais que haja vento excessivo, para não prejudicar a saúde dos curiós, e cada gaiola deve ser pendurada de forma que um reprodutor não visualize o outro, pra isso basta uma tapa de papelão entre cada gaiola, pois se eles se verem na época reprodutiva, o instinto guerreiro por busca de território prejudicará a reprodução cada um.
O item limpeza, higienização, e desinfecção são fundamentais na manutenção de qualquer animal cativo. Tudo o que se relacionar à mantença dos pássaros e aos utensílios/equipamentos usados precisam ser escrupulosamente limpos, assim também o local de criação, as gaiolas, os bebedouros, a água servida, os alimentos.
A limpeza das gaiolas devem se iniciar pela bandeja do fundo. Retiram-se os papéis que revestem o piso (se eles forem utilizados) ou limpam-se as fezes e outros resíduos com uma espátula e uma esponja, tudo para evitar que os dejetos ou mesmo a poeira acumulados venham a contaminar os alimentos e a água de beber. Depois da limpeza do piso, pode-se trocar as sementes, a ração e as farinhadas e, por último, a água. Os comedouros, bebedouros, grades e pisos devem ser limpos e desinfetados.
O ciclo de iluminação é essencial durante a criação, pois tanto o excesso como a falta de luminosidade têm reflexos diretos no ciclo reprodutivo e nos rituais de acasalamento, especialmente nas fêmeas, para início da postura. O local necessita, igualmente, ser seco (sem excesso de umidade) e isento de correntes diretas de vento encanado. O ar quente e viciado, sem uma eficiente ventilação, além de uma demasiada umidade, constitui fatores desfavoráveis à mantença e a criação das aves em cativeiro. Outro ponto problemático são odores e cheiros desagradáveis, os quais precisam ser eliminados, com adequada e constante renovação de ar puro. Por fim, o piso e as paredes devem ser constituídos de materiais que facilitem a limpeza e a lavagem.
Companheiros de reprodução e criação. Bem antes do início dos períodos pro criatórios (entre setembro/março) os reprodutores precisam repousar, ser bem alimentados e vermifugados para terem boa saúde durante a época de cria.
Outro conselho: o passarinheiro deverá escolher, para servir de reprodutores, os seus melhores pássaros. A escolha deve recair nos exemplares que apresentarem os melhores dotes, seja no porte, postura, aspecto das penas, agilidade, fogosidade, fibra, valentia e, principalmente, a qualidade do canto dos machos. Evitar sempre aves doentes, de qualidades inferiores, medrosas, com penas sem viço e impróprias para a reprodução.
Na criação doméstica a linhagem e a seleção genética são importantes. A perfeição haverá de ser o requisito fundamental, a mola mestre na escolha dos reprodutores. Em certas espécies de pássaros (por exemplo, bicudos e curiós), um fator básico e indispensável a ser considerado é a qualidade do canto, bem como a sua repetição. Não esquecer, de outra parte, que as vocalizações dos machos têm papel preponderante na criação. O canto dos machos exerce um poderoso efeito excitante no sistema nervoso das fêmeas, mudando o estado fisiológico dos seus cérebros, aumentando os níveis de hormônio que, por sua vez, acabam influenciando no comportamento sexual-reprodutivo. Por isso, elas precisam ouvir os machos cantar. As vocalizações acabam acelerando e desencadeando, na época própria da procriação, os processos reprodutivos.
A possibilidade de os pássaros criarem a prole é outro tema basilar. De nada adianta ter bons reprodutores, local adequado, gaiolas e recintos apropriados, se não forem conhecidas as regras e os procedimentos capitais de criação de pássaros em cativeiro. Nada deve ser feito de orelhada, sem planejamento e sem conhecimentos especializados. Muita gente tenta criar, mas desconhece por completo os rudimentos mínimos de manejo procriatório. Por isso, a criação doméstica muitas vezes fracassa ou fica por conta do acaso. Assim, o criador consciente tem obrigação de procurar informações, de ler, estudar, pesquisar, visitar aviários de outros criadores, a fim de observar e obter os subsídios necessários sobre a espécie que pretenda criar. Cada gênero e cada espécie de pássaro tem suas peculiaridades próprias na criação. Desta forma, não adianta arriscar, gastar tempo e dinheiro à toa, porque sem base e sem o sólido apoio de conhecimentos, o futuro é incerto e, quase sempre, desastroso. Aí o desânimo toma conta do criador.
Os procedimentos de lida, trato e limpeza são também itens que podem ser mais bem executados, minimizando o trabalho do ornitófilo. A lida é o modo, a maneira como os nossos animaizinhos de estima são diariamente examinados, zelados, manejados, nutridos, eventualmente manipulados, curados e medicados. A lida deve ser racional, um passatempo gratificante. Jamais encarada como encargo obrigacional entediante. O prazer deve substituir a chatice. A lida, o trato e a limpeza devem ser realizados com calma, sem atropelos, sem barulhos desnecessários e gestos bruscos. Ela pode ser cumprida de forma a economizar energia e tempo do passarinheiro. Por exemplo: encher e trocar a água dos bebedouros. Esta troca não deve ser feita gaiola por gaiola. O melhor procedimento é possuir um número dobrado de bebedouros. Se o passarinheiro tiver dez gaiolas deve possuir mais dez bebedouros de reserva. Ele irá encher, de uma única vez, os dez bebedouros de reserva e os colocar em cada gaiola. Esta será apenas uma operação. As mãos ficarão molhadas uma vez só. Os outros bebedouros usados serão imersos em uma vasilha ou balde de plástico, com água clorada. O próprio cloro higieniza os bebedouros, os quais, no dia seguinte, estarão limpos para serem usados novamente.
Estes procedimentos ergonômicos agilizam o processo de lida, economizando, como dito acima, energia e tempo do criador, facilitando o serviço. Este é apenas um exemplo de como a lida, limpeza e trato podem se transformar em tarefas mais racionalizadas e menos cansativas, especialmente para empregados domésticos, que adoram executar o mínimo trabalho, utilizando a lei do menor esforço como paradigma de suas atividades.