
Amigo nesta postagem segue a poesia criada por um grande amigo, o Pereira de Botucatu, versinho estes os quais foram publicados recentemente na Revista Pássaros & CIA na edição nº 67.
Boom diiia meu amiguinho,
Acoorda!... Vamos cantar?
Agrada este velhinho,
Que está louco pra escutar.
Não vá ficar aí caladinho,
Esperando a fêmea piar,
Cante, mesmo que um pouquinho,
Que assim vai me alegrar.
Você é como um filhinho,
Isso não pode negar,
Sem você a vida é triste,
Posso até não agüentar.
Cantando você consegue,
O meu sonho realizar,
Se você ficar quietinho,
Sem dúvida, vai magoar.
Respira fundo e se concentra,
Vinte e nove notas a decorar,
Complete o canto todinho,
Na metade não pode parar.
Cante com todas as notinhas,
Sem nenhuma delas pular,
Se pular, mesmo só uma,
Já feliz não vou ficar.
Você nem imagina,
A alegria que vai me dar,
Cantando devagarzinho,
Caprichando pra não errar
Se você está cantando,
E “ti-tu-í” você falar,
Isso é retorno de canto,
Também não posso gostar.
Se der passagem lisa,
Oito notas vai pular,
“Quim tói” é o nome que deram
Pra esse defeito indicar.
Eu sei que fácil não é,
Mas não custa nada tentar,
Eu vou tocando o CD,
Pra você acompanhar.
Nota estranha também não pode,
Não preciso nem falar,
Se você emite uma,
Todo mundo vai notar.
Eu talvez nem faça conta,
Perfeição? Sei que não há,
Nem nós, seres humanos,
Conseguimos chegar lá!
A exigência é muito grande,
Cantar errado? Nem pensar,
Curioseiro é assim mesmo,
Difícil de contentar.
Obrigado, Oh! Meu Deus,
Se isso concretizar,
Ouvir o meu curiosinho,
O canto certo cantar.
Antonio Pereira da Silva
pereirabotucatu@uol.com.br
Botucatu, 10 de maio de 2012,
(14)3882 6460 - (14) 9733 5227
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